TALK SHOW – ANTIDESPEDÍCIO CONSCIENCIAL - EVENTO GRATUITO

TALK SHOW – ANTIDESPEDÍCIO CONSCIENCIAL – EVENTO GRATUITO

Período: 29/09/2018

Horário: 16:00 às 18:00

Localização: Centro Educacional BH - NOVO ENDEREÇO


Teremos lançamento do livro Antidesperdício Consciencial com talk-show com a autora Eliana Manfroi. 

Evento Gratuito, dia 29 de setembro, às 16 horas no IIPC BH.

O desafio de realizar escolhas lúcidas na atual Era da Fartura é tema de livro

Neste início de Século XXI vive-se a Era da Fartura de todo tipo de informações, tecnologias, oportunidades e bens disponíveis

a importante percentual da Humanidade, como nunca antes na História. Contudo, o paradoxo da atualidade é o fa­to de, em meio

à abundância, viver-se também a Era do Desperdício, notadamente

o autodesperdício, ou seja, o ser humano desperdiçando a si mesmo quando não aplica os próprios talentos e recursos na evolução pessoal e da coletividade.

A temática é abordada no livro Antidesperdício Cons­ciencial: Escolhas Evolutivas na Era da Fartura, da psi­có­loga e jornalista Eliana Manfroi, que será lançado no dia 29 de setembro, sábado, às 16 horas, no IIPC BH – INSTITUTO INTERNACIONAL DE PROJECIOLOGIA E CONSCIENCIOLOGIA  (Rua Piauí 361, sala 701 – Belo Horizonte).

Para a autora, trata-se do desafio contemporâneo de escolher o essencial para a própria vida, abrindo mão do supérfluo diante de tantos convites ao consumismo irrefletido, à dispersão e ausência de foco, quando grande parte da Humanidade está confusa e sem rumo quanto ao sentido da própria existência.

Eliana Manfroi argumenta na obra que o excesso de estímulos e possibilidades tem levado mais à desorientação e menos ao aproveitamento lúcido das oportunidades. Entre os efeitos de tal situação está o sentimento recorrente do vazio existencial, entre outras patologias da fartura.

Também analisa alguns tipos de perdularismos danosos à evolução pessoal, entre eles o desperdício de tempo, de dinheiro, de talentos e de autorreflexões.

A autora ainda aborda no livro a própria experiência quanto ao autoperdularismo, sem contudo tratar-se de obra autobiográfica, pro­pondo ao leitor técnicas passíveis de serem aplicadas por qualquer pessoa interessada em qualificar as escolhas pessoais.

A jornalista e psicóloga enfatiza que “não se trata mais, neste Século XXI, de ainda vivermos existências difíceis, mas sim de vivermos vidas desperdiçadas pela incapacidade de priorizar o essencial”. Refere ainda que uma das técnicas para a evitação do autodesperdício é retribuir tudo o que a pessoa recebeu ao longo da vida, notadamente o conhecimento adquirido e as experiências pessoais consciencialmente enriquecedoras.

Eliana Manfroi, 55 anos, nasceu em Caxias do Sul, RS, descendente de imigrantes italianos. É graduada em Jornalismo e Psicologia. Atuou em jornais, na saúde pública e na docência universitária no Rio Grande do Sul. Mudou-se para Foz do Iguaçu em 2010 e dedica-se integralmente ao voluntariado, docência e produção científica na Conscienciologia.

ENTREVISTA COM ELIANA MANFROI – autora do Livro: Antidesperdício Consciencial: Escolhas Evolutivas na Era da Fartura

O que vem a ser Antidesperdício Consciencial, tema do seu livro?

O Antidesperdício Consciencial é a estratégia ou o conjunto de técnicas auxiliares nas escolhas evolutivas e nas priorizações da consciência lúcida quanto ao aproveitamento das oportunidades e dos aportes existenciais da atual ressoma, evitando o autoperdularismo.

Ao longo das retrovidas ou renascimentos anteriores, jamais tivemos, em toda História, tantas benesses e recebimentos facilitadores da evolução pessoal e coletiva. No passado, tínhamos que fazer o melhor em meio a escassez de todo tipo de recurso, entre eles os materiais (segurança e alimento por exemplo), mas principalmente da ausência de liberdade e de lucidez para o protagonismo no mecanismo evolutivo planetário em curso. As lavagens cerebrais por meio das inculcações religiosas e do difícil acesso à cognição libertária (percentual mínimo de pessoas alfabetizadas tinham acesso aos ainda mais raros livros) dificultavam ainda mais o senso crítico e o que denominamos hoje da vivência do Princípio da Descrença, na Conscienciologia, ou o fato de utilizarmos a racionalidade e o discernimento perante toda ideia, concepção ou verdade relativa que se apresenta, sob qualquer tipo de rótulo, seja científico, religioso ou ideológico. 

Qual a importância do estudo desta realidade nos dias atuais?

Em pleno Século XXI vivemos situação oposta a descrita anteriormente, pois estamos em meio à Era de Fartura e, quase paradoxalmente, corre-se o risco de banalizar tais aportes, condição que proponho como a Era do Desperdício, ou a Desperdiciolândia da contemporaneidade.
O desafio atual é antes saber o que não escolher entre tantas oportunidades que se apresentam na condição de evolutivas, evitando a condição da autodispersividade e do açodamento de tarefas, sem clareza do essencial a ser realizado por cada consciência nesta atual vida hipercrítica. Agenda cheia nem sempre significa produtividade evolutiva. O mais grave é a condição do autodesperdício, a consciência desperdiçando a si mesma perante tantas oportunidades de dar
a virada na autoevolução. 
 

Quem está sujeito a sofrer desta patologia?

Todas as pessoas, mas notadamente os intermissivistas polivantes, justamente pelo acúmulo de habilidades e experiências em retrovidas que lhes facultam fazer bem quase tudo em que investem algum tempo e energia. No livro trago a hipótese de que as consciências mais inteligentes correm o risco de serem as mais autodesperdiçadas, justamente por essa característica de versatilidade e altas habilidades. Quem pode dar conta de quase tudo pode querer quase fazer tudo, daí o risco da dispersividade e falta de foco no que realmente importa para o momento evolutivo da pessoa. 

Quais seriam as Síndromes Autodesperdiçadoras?

Neste estudo destaco 3 quadros nosográficos principais – a Síndrome do Autodesperdício, condição patológica da cons­ciên­cia, homem ou mulher, caracterizada pela atitude pessoal crônica, recorrente, de es­ban­jar e ba­nalizar oportunidades, talentos, aportes, polivalências, ideias inatas, am­bien­tes oti­mi­za­dos e, notadamente, amizades evolutivas, amparadores extrafísicos e o Curso Intermissivo. Também chamo a atenção para a Síndrome da Ectopia da Programação Existencial, patologia caracterizada pelo conjunto de sin­tomas
e padrões comportamentais apresentados pelas cons­ciên­cias que se encontram ectópicas, desviadas e / ou realizando insatisfatoriamente
o pró­prio projeto de vida (muitas referem sentir vazio existencial). Fechando a trilogia, trago a síndrome já elencada pelo Professor Waldo Vieira, que é a da autodispersividade, caracterizada pela
 dispersão das tarefas e dos autoesforços, mediante a quantidade, velocidade e instan­taneidade das novidades da vida contemporânea, podendo causar desorientação perante tantas possibilidades. Sem megafoco, a pessoa quer seguir em todas as direções (pois todas parecem oportunidades imperdíveis) e não chega a lugar nenhum.

O livro analisa também 4 grandes tipos de desperdícios, entre os muitos que poderiam ser analisados, mas fiz a escolha para aqueles que pareceram mais cruciais nesse momento: desperdício de tempo, de dinheiro, talentos e autorreflexões.

Quais técnicas profiláticas e de superação são propostas no livro?

Embora não se tratar de livro autobiográfico, o primeiro caso de autodesperdício que estudei foi o meu próprio, por meio da auto­pesquisa. Assim, inicio propondo a aplicação de autoinventários e uma autoauditoria (que realizei mais profundamente aos 50 anos), nos primeiros capítulos do livro. Com esse autodiagnóstico, estudei e passei a aplicar algumas técnicas e a tomar decisões discernidas buscando reverter o quadro pessoal de autoperdularismo. Entre várias, expostas na obra, destaco 3: o Manual Pessoal de Prioridades, ferramenta proposta pelo Professor Waldo Vieira. Também outras duas desenvolvidas por mim: a Técnica da Desambição e a Técnica do Dia Evolutivamente Útil. A desambição, no meu caso, foi especialmente em relação à carreira profissional convencional, na área da Saúde e da Educação, embora muito positivas, tomavam a quase totalidade do tempo e energia que queria dedicar ao trabalho na Neociência Conscienciologia. Assim, abrindo mão de cargos e títulos, após organização financeira que permitia tal condição, deixo a atividade nessas áreas, embora aproveitando toda a rica experiência delas acumulada para a dedicação integral ao trabalho voluntário na Conscienciologia. E quanto ao dia evolutivamente útil, trata-se do ato de realizar a cada novo dia 3 ações pró-evolutivas básicas: aprender algo novo; realizar algum tipo de assistência e produzir algo útil, especialmente por meio da escrita, no meu caso.

Os estudos sobre os desperdícios da contemporaneidade ainda são basicamente intrafísicos, mas o mais importante para a consciência lúcida é não autodesperdiçar-se perante tantas janelas de oportu­ni­dades evolutivas neste início do Século XXI.

Concluo trazendo lembrete fundamental do Professor Waldo Vieira publicado no Dicionário de Argumentos da Conscienciologia (DAC, 2014), citado no livro Antidesperdício Consciencial: “Em tempo algum, como agora, enfrentamos tantos desafios de expansão consciencial por meio das prioridades evolutivas evidentes e à mão, imperdíveis. Vale o autesforço das autorreflexões a respeito. Os fatos e parafatos estão aí, à frente, inar­re­dá­veis. Acabou a hora de tergiversar.”

 

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