Ciência é incapaz de explicar a experiência de quase morte, diz neurocirurgião

Neurocirurgião e membro de carteirinha do clube da “ciência dogmática”, como ele se refere ao grupo de cientistas tradicionais, Eben Alexander teve uma experiência de quase morte em 2008, aos 54 anos. “Depois que eu voltei, descobri que versões dela acontecem o tempo todo com outras pessoas”, escreve no livro “Mapa do Céu”.

Em “Mapa do Céu”, o autor investiga a questão da imortalidade da alma por meio da ciência, da religião e da filosofia. O livro reproduz depoimentos de pessoas que testemunharam fenômenos que são, até agora, inexplicáveis.”A partir daí, mudei de lado –não para o lado da ‘religião dogmática’, mas para um terceiro lado: acredito que tanto a ciência quanto a religião têm coisas a nos ensinar, mas que nenhuma das duas jamais terá todas as respostas”.

“As pessoas vivenciam esse tipo de experiência com frequência, mas a ciência e a religião não lhes permitem falar a respeito”, conta. “Então, elas vêm falar comigo”.

Graduado em química pela Universidade da Carolina do Norte, em 1976, e em medicina pela Universidade Duke, no ano de 1980, Eben Alexander fez residência médica no Hospital Geral de Massachusetts e em Harvard, quando se especializou em neuroendocrinologia.

Por 11 anos, pesquisou vasos sanguíneos e hemorragia decorrente de um aneurisma. Estudou neurocirurgia em Newcastle-Upon-Tyne, no Reino Unido. Alexander foi professor adjunto de cirurgia durante 15 anos na faculdade de medicina de Harvard.

Neurocirurgião há 25 anos, ele também é autor de “Uma Prova do Céu”, livro no qual narra sua experiência de quase morte (EQM). O autor, que era cético e defensor da lógica das ciências, afirma ter presenciado manifestações de vida em outra dimensão.

Leia relatos de experiências de quase morte de ‘Mapa do Céu’.

Artigo publicado no site da Folha de São Paulo