A Vivência da Paz e a Saúde Consciencial


“se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença

Sócrates

Com origem no termo latim pax, a paz indica satisfação,  bem estar,  união,  harmonia, calma, sossego, tranquilidade, repouso, equilíbrio, impertubabilidade, quietude. Ao mesmo tempo, representa ausência de conflitos, instabilidades, guerras, lutas e violência. E vc o que compreende por paz?

As notícias ao redor do mundo informam em larga escala guerra; refugiados; corrupção; narcotráfico; promiscuidade; doenças; epidemias; tragédias ambientais; acidentes de trânsito; assaltos; rebeliões; violência. O que precisamos trabalhar em nós para não sucumbir ao ódio, à vingança e ao medo que pairam no ar? Há o traço da belicosidade, pelo qual alimenta-se a discórdia; a competitividade; a arrogância; a satisfação malévola; o desejar o mal ao outro: são todos conflitos.

Além do certo e errado, vítima e algoz, ataques e vinganças, vitórias e derrotas, títulos e poder, há o conceito da pacificação íntima. Você já ouviu falar do prefiro ser feliz do que estar com a razão? Isso pode significar abrir mão em situações conflitivas.

E, porque abrir mão? Para sermos felizes!  Para sairmos da utopia de desejar a paz para o mundo lá do outro lado do oceano, e fazermos nossa parte enquanto mini-peça de um mecanismo maior.  Na nossa residência: o quanto alimentamos a paz no dia-a-dia? No nosso ambiente de trabalho; nas interpelações pessoais; com vizinhos; na fila do banco: o quanto nos conectamos com a paz?

A responsabilidade é nossa por mantermo-nos em anticonflitividade. É importante reconhecer que o conflito está dentro de nós. Todo conflito maior começa com um mini conflito. As rusgas; os melindres; os traumas pessoais; as questões pendentes; o drama pessoal constante, se não forem sanados podem reverberar em grandes conflitos.

Anticonflitividade também pode significar ouvir o outro com atenção e fraternidade; lidar com as imaturidades das pessoas; auxiliarmo-nos reciprocamente fazendo uso do discernimento e do bom senso na busca da paz íntima. Esse processo de ajuda mútua denominamos de interassistencialidade.

Há também a teoria da paz podre, que é a tranquilidade resultante da falta de ação, da indiferença, ou da estagnação. Não é disso que falamos. A questão é como estamos em relação aos nossos autoconflitos. Vislumbramos a possibilidade de ampliarmos a qualidade da nossa paz íntima? O que fazemos para contribuir com a paz dos outros? Admitimos que a paz grupal começa pela nossa própria pacificação?

Quando almejamos a pacificação pessoal, redirecionamos a nossa existência na busca de reciclarmos os traços bélicos da nossa personalidade. Onde e como podemos melhorar enquanto consciências em evolução? Cada um de nós precisará encontrar a resposta para si. Essa postura poderá iniciar o processo de construção da saúde consciencial.

A saúde consciencial permeia a saúde física; a saúde emocional; a  saúde intelectual; a saúde mental e  saúde parapsíquica, cujo conjunto compõe o rol dos atributos de higidez da consciência: autoconfiança; credibilidade; prudência; paciência; diplomacia; maturidade; assertividade; candura, dentre outros tantos traços fortes que nos ajudam a melhorar, e a também qualificar o nosso entorno, através do exemplarismo pessoal.

Lembre-se que a pacificação e saúde íntima podem ser conquistadas pela vontade decidida e pela autopesquisa diuturna. A autopesquisa é a pesquisa sobre nós mesmos, que geralmente realizamos impulsionados por convivermos harmoniosamente com os outros, e, por consequência fomentarmos a paz.

Cabe acrescentarmos que o paradigma consciencial considera as múltiplas vidas, ou seja, essa não é a nossa primeira vida, já tivemos existências anteriores e teremos existências futuras. Considera também a multidimensionalidade, há essa dimensão física, e outras dimensões mais sutis. Considera as bioenergias. Incentiva a projeção consciente, pela qual comprovamos por nós mesmo todos os esses conceitos. Considera o universalismo e a cosmoética, ou seja que aconteça o melhor pra todos.

Referência bibliográfica:

CEOTTO, Bárbara. Diário de Autocura: da doença à saúde consciencial. Editora Editares, 1a ed. Foz do Iguaçu: 2014, pg. 11.

ARAKAKI, Kátia. Enciclopédia da Conscienciologia: Verbete Oxigenação Pensênica. www.tertuliaconscienciologia.org, acesso em 13.04.2015

Infografia

WONG, Félix. Qualificando Energia https://www.youtube.com/watch?v=p2K-qhYU33Y&list=PLd7Y8eU8_vzTWlhIp7Y3s02eJYIhqAyXs&index=2, em 04.06.2016

WONG, Félix. Como fazer para qualificar sua energia. https://www.youtube.com/watch?v=woBGnI8kXo&list=PLd7Y8eU8 vzTW1hIp7Y3so2eJYIAyXs, em 04.06.2016

Autora: Ana Ceres, gestora pública, tenepessista, voluntária e docente da Conscienciologia.

 

 

 


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