AUTOPESQUISA E INTERASSISTENCIALIDADE


Quem sou eu? Quais são meus pontos positivos? Quais são meus pontos frágeis? Como posso melhorar meu comportamento, pensamentos, atitudes? Como posso ajudar melhor às pessoas que convivem comigo? Todas estas questões são frequentes ao longo de nossa vida e a busca das respostas pode definir nosso modo de ser, pensar e de nos comportarmos em nossa realidade.

A Conscienciologia atribui à autopesquisa um papel fundamental na vida de todo aquele que pretende identificar suas potencialidades e atributos pessoais tendo em vista ajudar e assistir pessoas que nos cercam em nosso dia a dia. “Conhece-te a ti mesmo” é uma conhecida frase que serve de exemplo para explicar, em parte, o objetivo da autopesquisa.

Por que devemos investir no autoconhecimento? Em primeiro lugar, porque este é o caminho mais importante para nossa evolução, seja ela pessoal, seja em grupo. A família, amigos, colegas de trabalho e de estudo podem ser as primeiras pessoas que perceberão o processo de melhoria em nossas vidas. A partir do momento em decidimos conhecer e mapear nossas virtudes e vicissitudes passamos, também, a admitir que a mudança é importante para nós e isso trará repercussões em todo nosso círculo de amizades e interações sociais.

Ao estudar a nós mesmos podemos identificar traços de fragilidade como a falta de paciência com situações e pessoas. O aprofundamento na investigação desse traço pode nos conduzir a um autoconhecimento mais profundo, revelando problemas que estão conectados como a baixa autoestima, a ansiedade e o orgulho. A Conscienciologia possui técnicas eficazes que podem nos ajudar a identificar e avaliar processos como a impaciência, autoculpa, medos e outros traços de fragilidade. Tais técnicas também nos auxiliam a fortalecer e desenvolver virtudes e traços de força consciencial úteis no dia a dia de nossa tarefa evolutiva.

Além disso, a Conscienciologia objetiva que toda pessoa, ao realizar a autopesquisa, esteja aberta a identificar aspectos que transcendem a essa vida e, por consequência, levem ao estudo de nosso ciclo milenar multiexistencial, ou seja, as experiências que acumulamos ao longo de nossas muitas vidas.

Desta forma, nossas qualidades e defeitos são a soma de nossas muitas vidas em série, do ciclo multimilenar pessoal de nascimento e morte. E nessa longa caminhada conhecemos e convivemos com consciências, nas múltiplas existências, as quais passam a ser parte de nosso círculo grupocármico (grupo evolutivo) e que são as primeiras a se beneficiarem de nossas melhorias evolutivas e a receber assistência mais direta de nossa parte.

As mudanças decorrentes da autopesquisa podem ser a qualificação de nosso modo de pensar, por exemplo, saindo do universo de pensamentos negativos e derrotistas para outros mais positivos, elevados e visando o bem-estar do próximo. Não pensar mal do outro é uma grande conquista! O estudo de nossa personalidade, atributos e tendências são o primeiro passo para a assistência ao outro, ao nosso grupo de relações. E só podemos dar assistência ao próximo se estivermos em processo firme de evolução pessoal, de melhoria de nossos pensamentos, comportamentos e tendências.

 

Jair Rangel é professor universitário e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia.


0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *