Bioenergias e Pacificação Pessoal

“Céu ou inferno, ambos estão dentro de você!”(Osho)

A Conscienciologia é a ciência que pesquisa a consciência de modo abrangente, integral, incluindo as peculiaridades de cada ser: atos, comportamentos, temperamentos, atributos. O objetivo é compreender a realidade de cada consciência de forma ampliada, sem retringí-la a matéria. Segundo essa neociência, consciência e bioenergias são elementos básicos no Universo.

A consciência sou eu, você, cada um de nós; é a nossa essência, o ego, o self, a alma, enfim o que somos. As bioenergias são as energias primordiais de tudo que existe. Para a Conscienciologia, a energia pode ser dividida em imanente e consciencial . A imanente é energia primária, impessoal, difusa em todas as realidades do Cosmos. A energia consciencial é aquela que absorvemos das fontes da energia imanente e empregamos em nossas manifestções em geral, agregando informação. Portanto é uma energia qualificada pelos nossos pensamentos e sentimentos.

Consciência não é energia, e vice-versa, mas a utiliza para se manifestar e evoluir. Partindo desse princípio o domínio das energias é prioridade para quem deseja maior lucidez, tranquilidade nas vivências cotidianas e interpessoais, começando pela paz íntima. A pacificação pessoal requer prioritariamente atuação dos nossos próprios esforços: vontade, intenção, determinação, organização. E também a maneira como fazemos uso das nossas qualidades ou imaturidades no convívio com outras consciências. O mais inteligente é desenvolvermos o estudo de nós mesmos, através da autopesquisa. Em suma, a pacificação pessoal pode ser trabalhada com os nossos esforços através da autopesquisa.

Indissociadamente, somos o que pensamos, sentimos, e emanamos em energia.  Os três elementos (pensamento, sentimento e energia) são inseparáveis, funcionando integrados na personalidade e, na Conscienciologia, são denominamos pensene. Uma das possibilidades para quem almeja o sentimento da pacificação pessoal é qualificar os pensamentos através da reflexão, do  discernimento e intensificar o domínio energético.

O domínio energético pode ser obtido através de técnicas, uma delas é a mobilização básica de energias, que associa três exercícios:

  • Circulação fechada de energias: que é a movimentação da energia da cabeça aos pés e dos pés à cabeça, repetindo umas 20 vezes, a princípio lentamente, com aumento progressivo, até instalar, pela vontade, o estado vibracional, que é dinamização máxima das energias;
  • Exteriorização de energias: é a doação das nossas melhores energias, com intenção assistencial;
  • Absorção de energias: é a recepção de energias para recomposição energética.

São exemplos de desenvolvimento da pacificação pessoal, utilizando o desenvolvimento do domínio energéticos:

  • no ambiente de trabalho ou reunião familar, diante de tensão ou assunto polêmico: exteriorizar energias, desejando que aconteça o melhor para todos;
  • assitindo televisão ou em debates nas redes sociais, diante de notícia de corrupção política, desastre ambiental ou violência: manter os pensamentos hígidos, para evitar assimilar-se ao conjunto de pensamentos negativos que pairam na sociedade;
  • diante do diagóstico de doença de parente ou amigo: exteriorizar energias, desejando que aconteça o melhor para a evolução da consciência enferma;
  • após desavença ou intriga com amigo ou companheiro: afastar-se para um local mais tranquilo e absorver energias imanentes, almejando ampliar discernimento e visão de conjunto sobre a situação;
  • reconcliando com desafeto: exteriorizar boas energias, com a intenção de reconhecer qualidades ao compassageiro evolutivo;
  • fortalecendo-se para o dia: por exemplo, ao acordar pensar, por 5 à 20 minutos, no Cosmos, na energia solar, nas Cataratas do Iguaçu, ou em outras fontes homeostáticas de sua preferência, absorvendo energia imanente, e refletindo sobre a sua condição pessoal.

O que apresentamos aqui é possível de acesso a qualquer pessoa. Experimente, questione, refute, exerça a sua liberdade de escolha e conclusões pessoais.

Cabe acrescentar que o paradigma consciencial, teoria-líder da Conscienciologia, considera dentre as suas premissas as múltiplas vidas, ou seja, essa não é a nossa primeira vida, já vivemos existências anteriores e teremos existências futuras. Estuda a multidimensionalidade, há essa dimensão física, e outras mais sutis. Incentiva a projeção consciente, pela qual comprovamos por nós mesmo todas essas ideias.

Também compõe esse sistema de referência o Universalismo, que é o conjunto de ideias derivadas das leis básicas da Natureza e do Universo, e a Cosmoética, ou moral cósmica, que leva em consideração a qualidade dos nossos pensenes, da nossa intenção e a harmonia universalista: “Que aconteça o melhor para todos”.

Referência bibliográfica:

NONATO, Alexandre e outros. ACOPLAMENTO ENERGÉTICO: qualificando as interações energéticas com pessoas e ambientes no dia a dia (Estudo a partir do laboratório Acoplamentarium). Foz do Iguaçu: Editares, 2015, pg 29-37

VIERA, Waldo. Projeciologia. 10a. Ed. Foz do Iguaçu: Editares, 2009, pg. 584-594

Infografia:

WONG, Félix. Qualificando Energia. https://www.youtube.com/watch?v=p2K-qhYU33Y&list=PLd7Y8eU8_vzTWlhIp7Y3s02eJYIhqAyXs&index=2, acesso em 04.06.2016

 

A Vivência da Paz e a Saúde Consciencial

“se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença

Sócrates

Com origem no termo latim pax, a paz indica satisfação,  bem estar,  união,  harmonia, calma, sossego, tranquilidade, repouso, equilíbrio, impertubabilidade, quietude. Ao mesmo tempo, representa ausência de conflitos, instabilidades, guerras, lutas e violência. E vc o que compreende por paz?

As notícias ao redor do mundo informam em larga escala guerra; refugiados; corrupção; narcotráfico; promiscuidade; doenças; epidemias; tragédias ambientais; acidentes de trânsito; assaltos; rebeliões; violência. O que precisamos trabalhar em nós para não sucumbir ao ódio, à vingança e ao medo que pairam no ar? Há o traço da belicosidade, pelo qual alimenta-se a discórdia; a competitividade; a arrogância; a satisfação malévola; o desejar o mal ao outro: são todos conflitos.

Além do certo e errado, vítima e algoz, ataques e vinganças, vitórias e derrotas, títulos e poder, há o conceito da pacificação íntima. Você já ouviu falar do prefiro ser feliz do que estar com a razão? Isso pode significar abrir mão em situações conflitivas.

E, porque abrir mão? Para sermos felizes!  Para sairmos da utopia de desejar a paz para o mundo lá do outro lado do oceano, e fazermos nossa parte enquanto mini-peça de um mecanismo maior.  Na nossa residência: o quanto alimentamos a paz no dia-a-dia? No nosso ambiente de trabalho; nas interpelações pessoais; com vizinhos; na fila do banco: o quanto nos conectamos com a paz?

A responsabilidade é nossa por mantermo-nos em anticonflitividade. É importante reconhecer que o conflito está dentro de nós. Todo conflito maior começa com um mini conflito. As rusgas; os melindres; os traumas pessoais; as questões pendentes; o drama pessoal constante, se não forem sanados podem reverberar em grandes conflitos.

Anticonflitividade também pode significar ouvir o outro com atenção e fraternidade; lidar com as imaturidades das pessoas; auxiliarmo-nos reciprocamente fazendo uso do discernimento e do bom senso na busca da paz íntima. Esse processo de ajuda mútua denominamos de interassistencialidade.

Há também a teoria da paz podre, que é a tranquilidade resultante da falta de ação, da indiferença, ou da estagnação. Não é disso que falamos. A questão é como estamos em relação aos nossos autoconflitos. Vislumbramos a possibilidade de ampliarmos a qualidade da nossa paz íntima? O que fazemos para contribuir com a paz dos outros? Admitimos que a paz grupal começa pela nossa própria pacificação?

Quando almejamos a pacificação pessoal, redirecionamos a nossa existência na busca de reciclarmos os traços bélicos da nossa personalidade. Onde e como podemos melhorar enquanto consciências em evolução? Cada um de nós precisará encontrar a resposta para si. Essa postura poderá iniciar o processo de construção da saúde consciencial.

A saúde consciencial permeia a saúde física; a saúde emocional; a  saúde intelectual; a saúde mental e  saúde parapsíquica, cujo conjunto compõe o rol dos atributos de higidez da consciência: autoconfiança; credibilidade; prudência; paciência; diplomacia; maturidade; assertividade; candura, dentre outros tantos traços fortes que nos ajudam a melhorar, e a também qualificar o nosso entorno, através do exemplarismo pessoal.

Lembre-se que a pacificação e saúde íntima podem ser conquistadas pela vontade decidida e pela autopesquisa diuturna. A autopesquisa é a pesquisa sobre nós mesmos, que geralmente realizamos impulsionados por convivermos harmoniosamente com os outros, e, por consequência fomentarmos a paz.

Cabe acrescentarmos que o paradigma consciencial considera as múltiplas vidas, ou seja, essa não é a nossa primeira vida, já tivemos existências anteriores e teremos existências futuras. Considera também a multidimensionalidade, há essa dimensão física, e outras dimensões mais sutis. Considera as bioenergias. Incentiva a projeção consciente, pela qual comprovamos por nós mesmo todos os esses conceitos. Considera o universalismo e a cosmoética, ou seja que aconteça o melhor pra todos.

Referência bibliográfica:

CEOTTO, Bárbara. Diário de Autocura: da doença à saúde consciencial. Editora Editares, 1a ed. Foz do Iguaçu: 2014, pg. 11.

ARAKAKI, Kátia. Enciclopédia da Conscienciologia: Verbete Oxigenação Pensênica. www.tertuliaconscienciologia.org, acesso em 13.04.2015

Infografia

WONG, Félix. Qualificando Energia https://www.youtube.com/watch?v=p2K-qhYU33Y&list=PLd7Y8eU8_vzTWlhIp7Y3s02eJYIhqAyXs&index=2, em 04.06.2016

WONG, Félix. Como fazer para qualificar sua energia. https://www.youtube.com/watch?v=woBGnI8kXo&list=PLd7Y8eU8 vzTW1hIp7Y3so2eJYIAyXs, em 04.06.2016

Autora: Ana Ceres, gestora pública, tenepessista, voluntária e docente da Conscienciologia.

 

 

 

As Bioenergias e a Projeção Consciente

O fenômeno da projeção consciente, comumente conhecido como projeção astral ou experiência fora do corpo, é um assunto pesquisado desde a antiguidade com relatos datados em 347 a.c., em que Platão escreve sobre um caso de projeção consciente humana.

Em relação às bioenergias também não é novidade, já existem pesquisas realizadas em diversos locais, épocas e civilizações sobre energia, conceituados pelos hindus (acasa), chineses (chi, acupunturistas), indianos (prana, iogues), espiritas (fluido vital, Alan Kardec), entre outros.

Atualmente, com a ampliação desses estudos várias linhas do saber pesquisam sobre energia e projeção consciente, o que possibilita encontrar uma diversidade de informações disponíveis às pessoas interessadas. Filtrá-las com racionalidade e ampliar o conhecimento para além do senso comum se faz necessário.

A ciência Conscienciologia pode ajudar sobremaneira as pessoas a identificarem de maneira técnica e científica, informações sobre as bioenergias e a projeção para fora do corpo, esclarecendo como investigar de modo minucioso e sem misticismos essas vivências parapsíquicas.

A escolha pela compreensão científica é a mais indicada, no sentido de procurarmos informações com critérios técnicos e direcionar a pesquisa através da comprovação íntima. Esse movimento de autopesquisa crítica permite a pessoa aprender a discernir melhor o que está acontecendo ao identificar como ocorre, o porquê, a causa, os efeitos, bem como a utilização de técnicas adequadas.

Fato é que quando uma pessoa experimenta a projeção consciente ou tem uma experiência energética significativa poderá ficar impactada e diante de um impasse íntimo. Precisará se posicionar entre aprofundar o entendimento do que ocorreu e se abrir para mudar seu ponto de vista em relação a várias coisas na sua própria vida, ou ignorar e fingir que nada aconteceu.

Em relação à percepção energética as pessoas conseguem distinguir com mais facilidade as energias provenientes da natureza, de uma forma geral, como a hidroenergia (cachoeira), fitoenergia (árvores), aeroenergia (ventos), etc. Com o estresse da rotina, recorremos a essas fontes para absorver energia através de caminhadas, mergulhos, ouvindo os sons do vento e da água. Sentimo-nos renovados e compensados energeticamente ao interagir com esses ambientes.

Ocorre que quando se trata do reconhecimento da nossa própria energia e da interação energética com as pessoas, ficamos em dúvida como acontece esse processo ao vivenciarmos experiências no dia a dia, como por exemplo: sentirmo-nos bem ou ficarmos mal-humorados, sem motivos aparentes, após conversar com alguém, sentir simpatia ou antipatia de imediato por uma pessoa.

De modo intuitivo fazemos um reconhecimento energético, mas que não passa disso, e seguimos a rotina sem parar para pensar nessa realidade energética de maneira lúcida. Admitir conscientemente a influência energética das pessoas e dos ambientes em nossa vida é uma atitude inteligente do ponto de vista evolutivo. É importante nesse sentido, procurar refletir sobre como está a sua percepção energética e começar a se conhecer melhor nesse aspecto.

Com relação à projeção consciente, diversas pessoas que passaram por essa experiência relatam que, nas primeiras vezes, este tipo de vivência causou um estranhamento, devido à percepção de algumas sensações como, por exemplo: voar, ver o próprio corpo deitado na cama, ficar momentaneamente imóvel sem conseguir se mexer, sentir vibrações em várias partes do corpo, achar que está em queda-livre, perceber sons dentro da cabeça, taquicardia, entre outros vários sinais.

Diante de algo novo, como a vivência desses fenômenos, às vezes ficamos com medo, incomodados, inquietos e sem respostas, sentindo-nos abalados emocionalmente (“será que estou louco? ”) até bloquearmos, reprimirmos estas percepções.

Seja através da interação com as energias ou a projeção consciente, em ambos os casos podemos aprender a lidar com estes fenômenos com discernimento, sabendo o que fazer e gradualmente obtermos mais informações sobre quem de fato nós somos e qual a nossa programação existencial. Com isso, evitamos sobremaneira o risco de ir para o lado patológico e apresentamos mais chances de permanecermos saudáveis, com equilíbrio emocional e psicológico.

A palestra AS BIOENERGIAS E A PROJEÇÃO CONSCIENTE aborda os referidos temas sob a ótica do Paradigma Consciencial, que admite ser possível à consciência (eu, espírito, ego, alma) se manifestar em múltiplas dimensões, através de múltiplos corpos e por várias vidas sucessivas. Um dos pilares do Paradigma Consciencial é o Princípio da Descrença, que diz:

Não acredite em nada, nem mesmo nas informações expostas aqui. EXPERIMENTE. Tenha suas experiências pessoais.

Você já teve a sensação de se projetar para fora do corpo humano?

Você já experimentou algum episódio no qual conseguiu discriminar ou distinguir as características das energias de uma pessoa ou de determinado local?

 

Carina Godinho Freire é psicóloga, pesquisadora e voluntária docente do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC).

DEMOCRACIA E PAZ

 

A Democracia pressupõe a participação de todos os indivíduos nas decisões políticas e sociais. É exercício de liberdade.

O debate e as discordâncias de opiniões são meios necessários para se efetivar a liberdade de expressão e contribuir com o sistema democrático. Então, como a paz social poderá existir se não for possível existir conflitos de ideias, discordâncias e oposições?

Para exercitar a paz é interessante aprender sobre o binômio admiração-discordância, de modo que o ato de discordar de alguém não signifique que este seja um desafeto, e que pela discordância se possa ter nova perspectiva de algo, possibilitando novas hipóteses.

O preconceito, as intolerâncias e a agressividade influenciam a exclusão e marginalização do diferente. Reagir agressivamente, com os ânimos à flor da pele, mostra que a pessoa possui um comportamento potencialmente bélico. Além disso, evitar ouvir os argumentos contrários promove a condição de fechar-se apenas na própria convicção e isso se assemelha a uma postura autocrática e pouco democrática.

A paz pode ser encarada como um meio a ser aprimorado no dia-a-dia através da responsabilidade assistencial e pelo exercício do diálogo. O debate e a mediação, para solução de conflitos, são sempre promissores em um sistema democrático, em detrimento a agressividade e autoritarismo.

A pacificação íntima é uma questão de postura mental e escolha pessoal. A ampliação da liberdade do indivíduo está atrelada à responsabilidade de autopacificação, que remete à condição ativa do indivíduo ser responsável pela própria mudança, para melhor.  A frase “Paz: responsabilidade íntima” remete à esta condição ativa do indivíduo ser responsável pela reciclagem pacificadora dos seus pensamentos, sentimentos e energias (pensenes).

A palestra Democracia e Paz aborda os referidos temas sob a óptica do paradigma consciencial, que admite ser possível à consciência (eu, espírito, id, ego, alma) se manifestar em múltiplas dimensões, através de múltiplos corpos e por várias vidas sucessivas. Como exercitar a liberdade com esta visão mais ampla?

Esta visão ampliada considera que a pessoa renasce em várias vidas físicas e portanto tem muitas oportunidades para se atualizar. Se hoje ela está convicta e fechada em apenas certa opinião, posteriormente pode analisar a situação de uma perspectiva mais ampla e observar que o comportamento do passado não era tão promissor assim. Quando se exercita o debate, fomenta-se a democracia e viabiliza novos aprendizados para  aprimorar as posturas pessoais no processo da evolução.

 

O Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia promove palestras gratuitas todos os sábados no endereço: Rua Padre Marinho 455 – 7° andar. Mais informações pelo (31) 32220056 ou em www.iipc.org.

Ana Luíza de Carvalho Araújo é psicóloga, pesquisadora e voluntária do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC).

 

Experiências de quase morte (EQMs)

EQM : conheça agora como a ciência tem estudado as vivências de quem morreu e voltou para contar 

Recentemente, as neurociências, a psicologia e a psiquiatria têm explorado a fronteira existente entre a vida e a morte buscando desvendar e compreender a consciência humana por meio de pesquisas e experimentos. Com este intuito, o campo de estudos das experiências consideradas anômalas vem crescendo e evoluindo no século XXI, como é o caso das experiências de quase morte (EQMs).

Pelo fato das experiências de quase morte (EQMs) tratarem-se de experiências subjetivas em sua maioria, ocorrentes durante estados traumáticos e situações limite como acidentes, paradas cardíacas e cirurgias, representam verdadeiro desafio à investigação científica objetiva.

Há quase 40 anos atrás, o psicólogo Dr. Raymond Moody trouxe o tema à tona na presente terminologia técnica para discussão científica com a obra Life After Life, de 1975, ocasionando polêmica no meio acadêmico enquanto os médicos defendiam que tais experiências resultavam de mudanças químicas no cérebro.

Moody define 11 características da experiência de quase morte, listadas a seguir em ordem funcional, não sendo essencialmente necessário o equemista passar por todas elas:

  • Inefabilidade;
  • Ouvir o anúncio da própria morte;
  • Envolvente sentimento de paz;
  • Ouvir um ruído;
  • Ver um túnel;
  • Sentir estar fora do corpo;
  • Encontrar-se com seres não-físicos, como um “ser de luz” ou parentes falecidos;
  • Realizar uma revisão da vida;
  • Retornar à vida;
  • Contar aos outros sobre a vivência;
  • Ter novas visões da morte e comprovação de conhecimentos não adquiridos por meio da percepção normal.

 

Mais recentemente, o médico norte-americano Dr. Jeffrey Long, ao tomar contato com o tema da EQM a partir de um depoimento de uma paciente, realizou uma investigação exaustiva recolhendo mais de 1500 relatos de EQMs em seu site (www.nderf.org) e publicando o livro Evidências da vida após a morte no ano de 2011. O próprio autor, pelo fato de nunca ter passado por experiências desta natureza, analisou os casos com ceticismo porém concluiu, de modo objetivo e corajoso, que a vida após a morte poderia estar comprovada após análise dos relatos por 9 categorias tomadas em conjunto, sistematicamente.

Sua conclusão vai contra a grande maioria das pesquisas atuais em neurociências, que considera o cérebro e a atividade neuronal como a fonte da consciência humana, porém vai de encontro às evidências dos maiores pesquisadores internacionais sobre experiências de quase morte, tais como Bruce Greyson, Natalie Trent-Von Haelser, Mauro Beauregard, Peter Fenwick, Sam Parnia e o brasileiro Alexander Moreira-Almeida. Tais pesquisadores apontam objetivamente em seus estudos que as pessoas que vivenciaram uma EQM comumente relatam a percepção de estar fora de seu corpo e, em vários casos, descrevem informações que não poderiam ser percebidas pelos canais sensoriais normais, tais como o resgate do acidente, o momento da cirurgia ou detalhes sobre seus familiares. As informações relatadas pelos equemistas posteriormente podem ser comprovadas, invalidando portanto as explicações psicológicas e fisiológicas do fenômeno, tais como a hipótese do cérebro agonizante, da despersonalização, da expectativa ou da dissociação.

Um exemplo é o do empresário e consultor de informática Djalma Fonseca, de 50 anos. Quando jovem, Djalma sofreu um acidente de moto e contraiu a bactéria geradora da gangrena gasosa em sua perna. A medida que a gangrena se espalhava, ele perdia lucidez até apagar completamente. Os médicos buscavam alternativas para salvar sua vida e a última possibilidade era o amputamento da perna gangrenada, visando evitar que a bactéria se espalhasse por todo o corpo. Enquanto isso, Djalma relatou ter tido uma retrospectiva e balanço moral de toda a sua vida até aquele momento, e dialogado com seres inteligentes que o ajudaram a refletir sobre sua situação. Após a reflexão, Djalma relatou a sensação de expansão de sua consciência como se percebesse todo o universo e aos poucos, fosse afunilando até o local onde estava seu corpo. Neste momento, percebeu-se entrando em seu corpo aos poucos e obteve detalhes sobre o local e as pessoas envolvidas em sua recuperação, como o nome e os pensamentos do enfermeiro, os sentimentos aflitos de sua mãe que havia liberado para os médicos amputarem sua perna e também outros detalhes sobre o hospital, o qual não havia visitado anteriormente.

Ao retornar, Djalma sentia-se em completa paz apesar da difícil recuperação da cirurgia, e operou uma verdadeira virada de valores em sua vida após ter vivenciado esta experiência. Atualmente residindo em Foz do Iguaçu-PR, Djalma passou a dedicar-se aos estudos da consciência e das experiências extracorpóreas através da Conscienciologia e da Projeciologia, duas neociências fundadas no Brasil há mais de 25 anos com objetivo de pesquisar a manifestação humana para além dos cinco sentidos de modo racional e objetivo. Para a Conscienciologia, as experiências de quase morte são experiências fora do corpo ou projeções da consciência em situações limítrofes entre as dimensões física e extrafísica. A boa notícia é que não é necessário passar por uma EQM para vivenciar uma experiência além do físico, todas as pessoas vivenciam ou podem vivenciar percepções extracorpóreas e a Projeciologia oferece técnicas para interessados desenvolverem tal fenômeno, com finalidade de conhecer melhor a si mesmo e também ajudar outras pessoas. Mais detalhes podem ser encontradas no site: www.iipc.org.

Pedro Borges é representante comercial e estudante de Psicologia, graduado em Música com habilitação em violão, pesquisador, docente e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), instituição de educação e pesquisa científica, laica, sem fins de lucro, que objetiva estudar a consciência humana e todas as formas de sua manifestação, incluindo as bioenergias e o parapsiquismo. Informe-se mais através do site: www.iipc.org

 

Autoconfiança Evolutiva

Já imaginou ir até a um shopping e comprar autoconfiança?  Quão bom seria!!! Iriamos finalmente falar com aquela pessoa de quem tanto gostamos; discutir sobre nossa posição no trabalho e, finalmente, ganhar os reconhecimentos que merecemos; andar pelas ruas sempre bem vestidos e de cabeça erguida; tirar da gaveta todos aqueles projetos parados e mostrar para todo mundo o quanto somos bons.

Autoconfiança é acreditar em si mesmo, como a própria origem da palavra já diz: Confidere, “acreditar plenamente, com firmeza”. É a capacidade de saber e confiar em nosso potencial. Não existem shoppings, livros ou pessoas que possam nos dar autoconfiança,  que é um sentimento íntimo, que surge de dentro para fora e não o contrário.

Uma pessoa com baixa autoconfiança prejudica a evolução pessoal. Os desafios e oportunidades da vida passam em sua frente e ela é incapaz de agir por achar que não possui competência para realizá-los. Em alguns casos, a própria pessoa não tem ciência de suas habilidades, pelo fato de não as ter colocado em prática antes, ou ter se apegado a resultados pretéritos, que não refletem novos efeitos, que podem ser atingidos mediante a mudança de postura das suas ações. Tal pessoa fica engessada na sua zona de conforto, lamuriando por não ter capacidade nem oportunidades favoráveis, colocando-se na posição de vítima. Nesse estágio, a pessoa frequentemente leva seus problemas aos outros, sempre se inferiorizando na esperança de encontrar em algum “shopping” algumas porções de autoconfiança para se encher de ânimo e, finalmente, tomar decisões e ações corajosas que irão impulsionar sua evolução.

Ela ignora que é preciso continuidade para atingir a autoconfiança. Thomas Edson, ao se referir à criação da lâmpada incandescente, disse que nunca falhou, apenas encontrou 10.000 maneiras diferentes de como não se criar uma lâmpada. E se ele tivesse parado na primeira tentativa? Ou na centésima? Ou na de número 9.999? A autoconfiança não é construída de um dia para o outro.

Pessoas com autoconfiança sabem que falhas virão, que no decorrer de seu aprendizado e conhecimento de suas habilidades, contra fluxos acontecerão, o que não as impedirão de continuar tentando, desenvolvendo suas capacidades, fortalecendo suas potencialidades e ganhando autoconfiança.

A Conscienciologia propõe, como uma premissa de seu paradigma, a autopesquisa, ou o estudo de si mesmo, que visa aprofundar o universo pessoal de cada indivíduo, sendo cada um o próprio pesquisador e objeto de pesquisa, utilizando essa ferramenta para desenvolver a autoconfiança e, consequentemente, potencializar tanto a evolução pessoal quanto a grupal.

De acordo com a segunda premissa do paradigma consciencial, a multidimensionalidade, pesquisadores da Conscienciologia estudam fenômenos que transcendem os cinco sentidos físicos do ser humano. Estes fenômenos parapsíquicos

Por esses motivos e com base em seu paradigma, a Conscienciologia procura tratar questões envolvendo Autoconfiança Evolutiva e outros aspectos que permeiam a própria consciência (eu, espírito, ego, alma).

O IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia situa-se na Rua Padre Marinho, 455, 7º andar. Santa Efigênia. Belo Horizonte. Telefone 3222-0056. www.iipc.org.

Convidamos a todos para as palestras gratuitas que ocorrem todos os sábados das 16:00 às 18:00.

Thales Perdigão é administrador de empresas, pesquisador e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC).

 

Benefícios da Projeção Consciente

Vamos abordar os benefícios da projeção consciente sob  a óptica do Paradigma Consciencial, que admite ser possível a consciência (eu, espírito, ego, alma) se manifestar em múltiplas dimensões, através de múltiplos corpos e por várias vidas sucessivas .

Segundo o professor Waldo Vieira, no Tratado de Projeciologia, a projeção é a passagem da consciência para o estado projetado, de forma a investigar as projeções energéticas e a saída lúcida da  consciência para fora do corpo físico.  A dificuldade, no entanto, resulta da falta de maior lúcidez durante o experimento projetivo e da rememoração dos fatos. Para tanto, devemos lançar mão de técnicas adequadas, além de persistência e força de vontade para desenvolvimento da projetabilidade lúcida.

A projeção consciente permite à  pessoa esclarecer fatos ou vivências a seu próprio respeito, tais como: modificar  o seu ânimo; eliminar o senso de  autoinsegurança; adquirir autoconfiança para vivenciar o fenômeno; tratar os próprios problemas emocionais  com realismo e acerto maior; ampliar o senso individual de competência; restaurar a autoimagem e reestruturar um novo conceito pessoal com o qual poderá  viver melhor e mais  produtivamente.

Quando se tem lucidez e a consciência se reconhece em dimensões não físicas, ela tem a certeza dos acontecimentos e do que pode fazer em beneficio seu e do outro, através da sua vivência.

Embora a experiência da projeção consciente seja um fato inerente à história do homem, já existindo impressionante  volume  de casos  registrados a respeito, infelizmente ainda hoje, tal experiência quase não é  muito divulgada, tampouco aplicada com adequação,  ou  utilizada na vida prática,  ou  usufruída sadiamente pela maior parte da humanidade.

A projeção consciente pode ser utilizada basicamente para tudo que favoreça e aperfeiçoe a trajetória da vida evolutiva  pelo fato de  ser um recurso para obtenção de conhecimento pessoal, que não poderia ser obtido de outro modo.

Sandra Nunes é voluntaria do IIPC desde maio de 2012.

AUTOPESQUISA E INTERASSISTENCIALIDADE

Quem sou eu? Quais são meus pontos positivos? Quais são meus pontos frágeis? Como posso melhorar meu comportamento, pensamentos, atitudes? Como posso ajudar melhor às pessoas que convivem comigo? Todas estas questões são frequentes ao longo de nossa vida e a busca das respostas pode definir nosso modo de ser, pensar e de nos comportarmos em nossa realidade.

A Conscienciologia atribui à autopesquisa um papel fundamental na vida de todo aquele que pretende identificar suas potencialidades e atributos pessoais tendo em vista ajudar e assistir pessoas que nos cercam em nosso dia a dia. “Conhece-te a ti mesmo” é uma conhecida frase que serve de exemplo para explicar, em parte, o objetivo da autopesquisa.

Por que devemos investir no autoconhecimento? Em primeiro lugar, porque este é o caminho mais importante para nossa evolução, seja ela pessoal, seja em grupo. A família, amigos, colegas de trabalho e de estudo podem ser as primeiras pessoas que perceberão o processo de melhoria em nossas vidas. A partir do momento em decidimos conhecer e mapear nossas virtudes e vicissitudes passamos, também, a admitir que a mudança é importante para nós e isso trará repercussões em todo nosso círculo de amizades e interações sociais.

Ao estudar a nós mesmos podemos identificar traços de fragilidade como a falta de paciência com situações e pessoas. O aprofundamento na investigação desse traço pode nos conduzir a um autoconhecimento mais profundo, revelando problemas que estão conectados como a baixa autoestima, a ansiedade e o orgulho. A Conscienciologia possui técnicas eficazes que podem nos ajudar a identificar e avaliar processos como a impaciência, autoculpa, medos e outros traços de fragilidade. Tais técnicas também nos auxiliam a fortalecer e desenvolver virtudes e traços de força consciencial úteis no dia a dia de nossa tarefa evolutiva.

Além disso, a Conscienciologia objetiva que toda pessoa, ao realizar a autopesquisa, esteja aberta a identificar aspectos que transcendem a essa vida e, por consequência, levem ao estudo de nosso ciclo milenar multiexistencial, ou seja, as experiências que acumulamos ao longo de nossas muitas vidas.

Desta forma, nossas qualidades e defeitos são a soma de nossas muitas vidas em série, do ciclo multimilenar pessoal de nascimento e morte. E nessa longa caminhada conhecemos e convivemos com consciências, nas múltiplas existências, as quais passam a ser parte de nosso círculo grupocármico (grupo evolutivo) e que são as primeiras a se beneficiarem de nossas melhorias evolutivas e a receber assistência mais direta de nossa parte.

As mudanças decorrentes da autopesquisa podem ser a qualificação de nosso modo de pensar, por exemplo, saindo do universo de pensamentos negativos e derrotistas para outros mais positivos, elevados e visando o bem-estar do próximo. Não pensar mal do outro é uma grande conquista! O estudo de nossa personalidade, atributos e tendências são o primeiro passo para a assistência ao outro, ao nosso grupo de relações. E só podemos dar assistência ao próximo se estivermos em processo firme de evolução pessoal, de melhoria de nossos pensamentos, comportamentos e tendências.

 

Jair Rangel é professor universitário e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia.

AFETIVIDADE MADURA

A afetividade madura é um estado psicológico, ideal , apesar de não perfeito e acabado, no qual se busca alegria, bem-estar, satisfação e realização nas várias áreas de relacionamentos de nossas vidas. É a maneira sadia e equilibrada de nos relacionarmos com nós mesmos e, também, com todas as outras consciências com as quais interagimos.

A consciência é uma realidade em constante transformação, passando por inúmeros ciclos de crescimento na jornada evolutiva, com a existência de uma alternância de séries de vidas, ora no intrafísico, ora no extrafísico. O objetivo maior é atingir estados conscienciais, cada vez mais harmônicos, consigo mesma e com todas as outras consciências e realidades com as quais interage. A afetividade madura é um desses estados.

Os autoesforços constantes , em direção ao melhor, nos  levará, consequentemente, a  desejar o bem para os companheiros evolutivos dos vários grupos com os quais nos  relacionamos, tais como, a família, amigos, profissional e outros, ampliando, gradativamente, o  bem-estar e disponibilidade assistencial a um número crescente de consciências, as  quais  pretende assistir.

Nessas interações, a conscin tende a qualificar e melhorar cada vez mais o convívio consigo mesma e com os outros, e a Conscienciologia, Ciência que estuda a Consciência de modo integral, muito  contribui para o conhecimento e execução de tarefas e práticas assistenciais. O trabalho com as energias conscienciais possibilita o desenvolvimento do parapsiquismo, que é a faculdade de percepção além dos cinco sentidos. Tais percepções tendem a aumentar o conhecimento acerca de si mesma.

A partir do autoconhecimento, a consciência tende a ampliar a interassistencialidade de modo crescente. Tanto o assistente quanto o assistido se beneficiam num círculo virtuoso de interações sadias, influenciando e contagiando positivamente um número crescente de consciências.

Afetividade madura não significa ausência de conflitos internos e externos, mas uma busca constante de ações para  qualificar-se, melhorar-se cada vez mais como consciência do Cosmos e assumir, de vez, o posto de assistente de outras consciências, respeitando, todavia, o tempo, a vontade e o nível evolutivo de cada uma.

Você se considera uma pessoa madura? Quais autoesforços vem empreendendo no sentido de auxiliar e esclarecer as consciências carentes e imaturas,  em termos  conscienciais  e evolutivos?  

 

Rosilene Novaes.  Graduada em Direito, Analista Judiciário, Formação em Coach, Pesquisadora, voluntária e docente do IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) de Belo Horizonte.

 

 

Matéria no jornal O TEMPO sobre Curso Intermissivo

Antes de reencarnar, há um período da consciência, em que ela está no extra físico, entre duas vidas humanas? Explique melhor isso.

A evolução da consciência (eu, espírito, ego, alma) é contínua e não termina na morte. Segundo o princípio das Várias Vidas, nós continuamos a existir após a morte biológica. Para onde vamos depois da morte?

De acordo com a Conscienciologia, após o descarte do corpo físico a consciência passa a se manifestar na dimensão extrafísica. É nesta nova dimensão que ela permanece no período entre uma vida humana e outra, também conhecido como período intermissivo. A consciência não fica inativa neste processo. Se estiver lúcida ela pode trabalhar, estudar, praticar assistência e também fazer o planejamento da sua próxima vida na Terra. Se não tiver esta lucidez pode continuar ligada às pessoas e situações em que era apegada durante a vida física, repetindo velhos hábitos. Nós chamamos esse nascer de novo de ressomar, pois entendemos que a consciência forma um novo corpo físico a cada vida intrafísica.

A consciência extrafísica, no período entre vidas, planeja sua próxima vida na Terra, a fim de não repetir os mesmos erros de outra vida e desfrutar produtivamente da vida humana rumo à evolução. Como isso é possível? Como podemos relembrar com a mente consciente esse planejamento?

A consciência extrafísica (consciex) pode planejar ou ajudar a planeja a sua próxima vida humana através da participação no Curso Intermissivo. O planejamento é possível quando a consciência extrafísica está lúcida, com condições de estudar e receber instruções de consciências mais evoluídas. 

O Curso Intermissivo é o conjunto de disciplinas teóricas e práticas, ofertado à consciex, com atividades tais como: conhecer o local do próximo renascimento, os futuros pais biológicos e estudar a futura profissão, preparando a programação existencial ou missão de vida terrestre. A participação nestes cursos é possível para as consciências que atendam a alguns pré-requisitos como ter lucidez extrafísica, ter conduta assistencial e ter um histórico evolutivo positivo.

Esta programação não é determinista, é uma oportunidade de planejar a próxima vida humana em um momento de maior lucidez e visão de conjunto, quando fazemos um balanço das vidas passadas e das melhores perspectivas de futuro.

Segundo essa teoria, a meta do ser humano é o completismo existencial. Mas não temos a consciência desse compromisso feito no curso intermissivo. Então como acessar essas informações de forma a evoluirmos?

Não temos a consciência deste compromisso em partes. Muitas vezes as informações são acessadas aos poucos, peça a peça de um grande quebra cabeça. Uma das formas de relembrar é através das ideias inatas, como por exemplo, as certezas sobre definições importantes para sua vida. Estas certezas podem ser referentes a algo que busca na vida, ou sobre envolvimentos negativos que já pode evitar, para não repetir os mesmos erros do passado.

Além desta forma mais intuitiva, podemos acessar estas informações de maneira técnica: examinando nossos traços de personalidade, desde os mais evolutivos até aqueles que hoje são um fardo; avaliando o que recebemos na vida e o que já retribuímos; examinando a fundo nossos valores pessoais, nossa família e grupos de afinidade. Enfim, observando para onde nossas características mais intrínsecas e formas de funcionar apontam.

O maior diferencial, todavia, é a utilização do parapsiquismo neste processo. Se estivermos atentos às energias no dia a dia, aproveitaremos melhor as oportunidades e podemos reconhecer pessoas e atividades que se relacionam com nossa programação existencial.

Outra forma de rememorar as informações do Curso Intermissivo é através da projeção consciente, ou experiência fora do corpo. A consciência projetada não está restrita à memória cerebral e tem mais facilidade de acessar as informações do Curso Intermissivo que está presente em sua memória integral.

Viver sua programação existencial traz a sensação de pacificação íntima, de estar no caminho que você mesmo escolheu quando tinha mais lucidez. Esta sensação é outro norteador importante para reconhecer os compromissos assumidos.

 

A consciência (eu, espírito, ego, alma) pode se manifestar em múltiplas dimensões, através de múltiplos corpos e por várias vidas sucessivas?

Sim. Através da Projeção da Consciência podemos constatar, por nós mesmos, estes fatos. Também conhecida como experiência fora do corpo, ou viagem astral, ela é o fenômeno natural de saída da Consciência do corpo biológico, onde podemos conhecer dimensões mais sutis e encontrar outras consciências que já passaram pelo descarte do corpo físico.

Tais experiências nos mostram, na prática, a existência dos outros veículos de manifestação que possuímos, cada um com características e funções diferentes. Além do corpo físico possuímos um corpo energético, que vitaliza o corpo humano e é responsável pelas trocas energéticas com pessoas e ambientes; o psicossoma ou corpo emocional, que utilizamos predominantemente nas projeções da consciência; e o mentalsoma, ou corpo do discernimento, mais avançado e responsável pela memória integral de todas as vidas, o discernimento e os sentimentos mais elevados.

Cada um destes corpos se manifesta em uma dimensão específica, e todas as dimensões interagem entre si. Podemos perceber estas dimensões e corpos através do parapsiquismo, que é a percepção da realidade mais expandida, captando informações e atuando em várias dimensões.

A vivência de todas estas experiências leva ao conhecimento de que passamos por sucessivas vidas humanas, em períodos diversos e com experiências únicas, que compõe a complexidade da consciência.

A Conscienciologia utiliza a metodologia científica para analisar estes dados coletados pela experiência e compartilhar os resultados para que mais pessoas possam ter acesso a estas informações e contribuir para a expansão do conhecimento.