Experiências de quase morte (EQMs)


EQM : conheça agora como a ciência tem estudado as vivências de quem morreu e voltou para contar 

Recentemente, as neurociências, a psicologia e a psiquiatria têm explorado a fronteira existente entre a vida e a morte buscando desvendar e compreender a consciência humana por meio de pesquisas e experimentos. Com este intuito, o campo de estudos das experiências consideradas anômalas vem crescendo e evoluindo no século XXI, como é o caso das experiências de quase morte (EQMs).

Pelo fato das experiências de quase morte (EQMs) tratarem-se de experiências subjetivas em sua maioria, ocorrentes durante estados traumáticos e situações limite como acidentes, paradas cardíacas e cirurgias, representam verdadeiro desafio à investigação científica objetiva.

Há quase 40 anos atrás, o psicólogo Dr. Raymond Moody trouxe o tema à tona na presente terminologia técnica para discussão científica com a obra Life After Life, de 1975, ocasionando polêmica no meio acadêmico enquanto os médicos defendiam que tais experiências resultavam de mudanças químicas no cérebro.

Moody define 11 características da experiência de quase morte, listadas a seguir em ordem funcional, não sendo essencialmente necessário o equemista passar por todas elas:

  • Inefabilidade;
  • Ouvir o anúncio da própria morte;
  • Envolvente sentimento de paz;
  • Ouvir um ruído;
  • Ver um túnel;
  • Sentir estar fora do corpo;
  • Encontrar-se com seres não-físicos, como um “ser de luz” ou parentes falecidos;
  • Realizar uma revisão da vida;
  • Retornar à vida;
  • Contar aos outros sobre a vivência;
  • Ter novas visões da morte e comprovação de conhecimentos não adquiridos por meio da percepção normal.

 

Mais recentemente, o médico norte-americano Dr. Jeffrey Long, ao tomar contato com o tema da EQM a partir de um depoimento de uma paciente, realizou uma investigação exaustiva recolhendo mais de 1500 relatos de EQMs em seu site (www.nderf.org) e publicando o livro Evidências da vida após a morte no ano de 2011. O próprio autor, pelo fato de nunca ter passado por experiências desta natureza, analisou os casos com ceticismo porém concluiu, de modo objetivo e corajoso, que a vida após a morte poderia estar comprovada após análise dos relatos por 9 categorias tomadas em conjunto, sistematicamente.

Sua conclusão vai contra a grande maioria das pesquisas atuais em neurociências, que considera o cérebro e a atividade neuronal como a fonte da consciência humana, porém vai de encontro às evidências dos maiores pesquisadores internacionais sobre experiências de quase morte, tais como Bruce Greyson, Natalie Trent-Von Haelser, Mauro Beauregard, Peter Fenwick, Sam Parnia e o brasileiro Alexander Moreira-Almeida. Tais pesquisadores apontam objetivamente em seus estudos que as pessoas que vivenciaram uma EQM comumente relatam a percepção de estar fora de seu corpo e, em vários casos, descrevem informações que não poderiam ser percebidas pelos canais sensoriais normais, tais como o resgate do acidente, o momento da cirurgia ou detalhes sobre seus familiares. As informações relatadas pelos equemistas posteriormente podem ser comprovadas, invalidando portanto as explicações psicológicas e fisiológicas do fenômeno, tais como a hipótese do cérebro agonizante, da despersonalização, da expectativa ou da dissociação.

Um exemplo é o do empresário e consultor de informática Djalma Fonseca, de 50 anos. Quando jovem, Djalma sofreu um acidente de moto e contraiu a bactéria geradora da gangrena gasosa em sua perna. A medida que a gangrena se espalhava, ele perdia lucidez até apagar completamente. Os médicos buscavam alternativas para salvar sua vida e a última possibilidade era o amputamento da perna gangrenada, visando evitar que a bactéria se espalhasse por todo o corpo. Enquanto isso, Djalma relatou ter tido uma retrospectiva e balanço moral de toda a sua vida até aquele momento, e dialogado com seres inteligentes que o ajudaram a refletir sobre sua situação. Após a reflexão, Djalma relatou a sensação de expansão de sua consciência como se percebesse todo o universo e aos poucos, fosse afunilando até o local onde estava seu corpo. Neste momento, percebeu-se entrando em seu corpo aos poucos e obteve detalhes sobre o local e as pessoas envolvidas em sua recuperação, como o nome e os pensamentos do enfermeiro, os sentimentos aflitos de sua mãe que havia liberado para os médicos amputarem sua perna e também outros detalhes sobre o hospital, o qual não havia visitado anteriormente.

Ao retornar, Djalma sentia-se em completa paz apesar da difícil recuperação da cirurgia, e operou uma verdadeira virada de valores em sua vida após ter vivenciado esta experiência. Atualmente residindo em Foz do Iguaçu-PR, Djalma passou a dedicar-se aos estudos da consciência e das experiências extracorpóreas através da Conscienciologia e da Projeciologia, duas neociências fundadas no Brasil há mais de 25 anos com objetivo de pesquisar a manifestação humana para além dos cinco sentidos de modo racional e objetivo. Para a Conscienciologia, as experiências de quase morte são experiências fora do corpo ou projeções da consciência em situações limítrofes entre as dimensões física e extrafísica. A boa notícia é que não é necessário passar por uma EQM para vivenciar uma experiência além do físico, todas as pessoas vivenciam ou podem vivenciar percepções extracorpóreas e a Projeciologia oferece técnicas para interessados desenvolverem tal fenômeno, com finalidade de conhecer melhor a si mesmo e também ajudar outras pessoas. Mais detalhes podem ser encontradas no site: www.iipc.org.

Pedro Borges é representante comercial e estudante de Psicologia, graduado em Música com habilitação em violão, pesquisador, docente e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), instituição de educação e pesquisa científica, laica, sem fins de lucro, que objetiva estudar a consciência humana e todas as formas de sua manifestação, incluindo as bioenergias e o parapsiquismo. Informe-se mais através do site: www.iipc.org

 


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